2021 foi um ano especial para os documentários musicais. Conheça alguns dos mais impactantes – Música


A safra de documentários, e séries documentais, sobre música de 2021 foi primorosa, sem exageros uma das melhores da história. Tanto que temos três deles pré-indicados ao Oscar: dois discutidos nesse texto e “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry”. Conheça alguns dos mais legais lançados nos últimos meses e onde, se possível, assisti-los.

“The Beatles: Get Back” (Disney+)

O grande evento do ano, a série dirigida por Peter Jackson jogou nova luz sobre as problemáticas sessões que resultaram no filme e álbum “Let It Be”, o último lançado pelo quarteto de Liverpool. Com generosos 468 minutos, divididos em três partes, a série mostrou que aqueles dias de janeiro de 1969 não foram apenas de brigas e insatisfação musical, ainda que os momentos dramáticos não tenham sido deixados de lado. Com uma qualidade de imagem assustadoramente impressionante e cenas que ficarão para a história (em especial aquela em que Paul McCartney cria espontaneamente “Get Back“) o filme é daqueles que será visto e estudado por muitos e muitos anos.

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“Summer of Soul (…Or, When the Revolution Could Not Be Televised)” (Telecine)

Em agosto de 1969, como qualquer fã de música sabe, um grande festival de música que entrou para a história foi realizado nos EUA. Falamos, claro, de Woodstock. O que quase ninguém sabia é que naquele mesmo período outros evento de enorme magnitude também aconteceu em pleno Harlem nova-iorquino.

O “Harlem Cultural Festival” aconteceu durante uma série de domingos no bairro onde se concentrava a população negra e latina da cidade. Nina Simone (conclamando uma revolução), Stevie Wonder, BB King, The 5th Dimension e Sly and The Family Stone (esses também astros em Woodstock) se apresentaram ali e tudo foi gravado de maneira profissional para uma futura exibição televisiva… que nunca aconteceu.

Sim, por mais de 50 anos esse material de valor imensurável ficou guardado em um armazém. A história começa a mudar quando Ahmir “Questlove” Thompson, o baterista do The Roots foi avisado da existência desse material. Impressionado com o que viu, e mais ainda pelo evento ter sido totalmente apagado da história, ele entendeu que algo precisava ser feito.

A saída mais simples seria a de juntar trechos daquelas performances e fazer um “filme concerto”, mas o músico viu que era preciso ir além e, assim, nasceu um dos filmes mais elogiados de 2021 e forte concorrente ao Oscar de melhor documentário.

Ahmir colocou muita música no filme, claro, mas também complementou as cenas com outras feitas nos dias de hoje, seja de artistas relembrando as performances ou de pessoas que viram o festival. Mais importante, ele também intercalou esse material com trechos de tele noticiários da época, criando assim uma polaroide sobre os anseios e preocupações da comunidade negra de então (e que ainda não mudaram muito mais de cinco décadas depois). A reportagem mostrando que, naquele bairro, ninguém estava muito animado com a chegada do homem à lua, porque eles tinham outras demandas mais urgentes, é das mais impactantes que se pode assistir.

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“The Velvet Underground” – Apple TV+

Foi Brian Eno quem disse que o Velvet Underground vendeu apenas alguns poucos discos na época em que foram lançados, entre 1967 e 1970, mas quem comprou montou uma banda, de forma que a fama de “banda mais influente de todos os tempos” está longe de ser exagerada.

A história da banda já foi contada várias vezes em livros, revistas e mesmo em documentários, mas faltava um filme definitivo sobre o grupo de Nova York. Algo difícil de se fazer quando lembramos que quase todos diretamente envolvidos com a banda já morreram, incluindo aí o líder Lou Reed, e que os registros em filme eram poucos e raros.

Mas Todd Haynes, o diretor de “Carol”http://entretenimento.r7.com/musica/vagalume/,”Longe do Paraíso” e “Eu Não Estou Lá”, conseguiu o impossível e levou essa história para as telas de maneira brilhante, recheando o filme com imagens da época e novos depoimentos exibidos de maneira inovadora e surpreendente – o uso da tela dividida traz um dinamismo único para o longa. O documentário também está na lista de pré-selecionados para o Oscar.

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“The Sparks Brothers” (não disponível no Brasil)

Apesar de terem uma carreira de mais de 50 anos e uma discografia com mais de duas dezenas de discos, todos abordados nesse filme bastante minucioso, é capaz que você nunca tenha ouvido falar nos Sparks. O duo formado pelos irmãos Ron e Russell Mael teve momentos de sucesso, na Inglaterra nos anos 70 e nos EUA na década seguinte, mas sempre foram uma dupla cult, com um grupo de fãs fiéis e bem variados, como se vê nesse longa com depoimentos de gente tão diversa quanto o escritor Neil Gaiman, o ator Mike Myers e membros de bandas como New Order, Duran Duran e Franz Ferdinand.

Dirigido por Edgar Wright (“Scott Pilgrim”http://entretenimento.r7.com/musica/vagalume/,”Shaun Of The Dead” e Baby Driver”), “The Sparks Brothers” conta em detalhes a história desses irmãos pra lá de excêntricos sem deixar de manter algum mistério sobre as suas figuras. O doc. pode não estar pré-indicado ao Oscar, mas isso não significa que eles estão totalmente de fora da grande festa do cinema.

Em 2021, eles finalmente conseguiram realizar o seu tão sonhado musical. “Annette” (disponível no MUBI) foi dirigido pelo francês Leos Carax. Com Adam Driver e Marion Cotillard no elenco, o filme dividiu os críticos, mas encontrou admiradores em número suficiente para garantir a presença em listas de melhores do ano e algumas indicações na chamada “temporada do ouro”. “So May We Start (Feat. Simon Helberg)” está na lista de 15 canções que poderão ser indicadas ao prêmio máximo do cinema.

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“1971: The Year That Music Changed Everything” – Apple TV+”

1971 foi um ano mágico para a música, com discos e mais discos que ajudaram a fazer história e mudaram o curso da música sendo lançados um atrás do outro. Essa ambiciosa série em oito episódios tenta explicar os motivos que levaram a tantos trabalhos marcantes terem sido feitos em tão pouco tempo e vai além, ao mostrar como essa música alimentava e também se alimentava do clima político e social da época. Daí o título “o ano em que a música mudou tudo”.

Com imagens de época fascinantes, “1971” mostra a chegada de uma nova geração de músicos na esteira do fim dos Beatles, a transformação de nomes como John Lennon e Marvin Gaye em verdadeiras vozes da consciência da juventude, a explosão do funk e soul politizados, o surgimento do reggae, glam rock, as mulheres e gays assumindo também o seu lugar tanto no mundo da música quanto no da política e também como as drogas ajudaram na criação de vários clássicos, mas também nos privou precocemente de grandes talentos. Daquelas séries para se ver e rever.

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Fonte: Vagalume



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