{"id":5478,"date":"2021-12-02T08:00:00","date_gmt":"2021-12-02T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/fmbalneario.com.br\/feminismo-presente-na-voz-de-cantora-do-tajiquistao\/"},"modified":"2021-12-02T08:00:00","modified_gmt":"2021-12-02T11:00:00","slug":"feminismo-presente-na-voz-de-cantora-do-tajiquistao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fmbalneario.com.br\/balneario\/feminismo-presente-na-voz-de-cantora-do-tajiquistao\/","title":{"rendered":"Feminismo presente na voz de cantora do Tajiquist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A cantora <strong>Manizha<\/strong>, do Tajiquist\u00e3o, usa a sua influ\u00eancia na <strong>m\u00fasica para combater a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/falauniversidades.com.br\/a-violencia-domestica-sob-o-olhar-dos-filhos\/\" rel=\"noreferrer noopener\">viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a> e apoiar a causa LGBT+<\/strong>. Ela vive na R\u00fassia, onde a homossexualidade \u00e9 fortemente reprimida pelo conservadorismo do pa\u00eds. Para evitar as mulheres de serem agredidas em casa, a artista criou um aplicativo de celular para elas denunciarem os agressores. A cantora vem ganhando destaque por suas letras feministas e seu ativismo.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" alt=\"Manizha traz ativismo em suas can\u00e7\u00f5es.\" srcset=\"https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-1024x683.png 1024w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-300x200.png 300w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-768x512.png 768w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-460x307.png 460w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha.png 1200w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-780x520.png 780w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-480x320.png 480w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-114x76.png 114w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-150x100.png 150w\" src=\"https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-1024x683.png\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" class=\"wp-image-185156 lazyload\"\/><noscript><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-1024x683.png\" alt=\"Manizha traz ativismo em suas can\u00e7\u00f5es.\" class=\"wp-image-185156\" srcset=\"https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-1024x683.png 1024w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-300x200.png 300w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-768x512.png 768w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-460x307.png 460w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha.png 1200w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-780x520.png 780w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-480x320.png 480w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-114x76.png 114w, https:\/\/cdn.falauniversidades.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/30182450\/Manizha-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><\/noscript><figcaption>Manizha traz ativismo em suas can\u00e7\u00f5es. | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Conhe\u00e7a Manizha, cantora do Tajiquist\u00e3o que fala sobre feminismo em suas can\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Manizha, em 2020, pisou no palco do <strong>Eurovision<\/strong>, uma competi\u00e7\u00e3o para escolher a melhor m\u00fasica do ano da Europa, para dizer com uma can\u00e7\u00e3o: \u201ctoda mulher russa precisa saber, voc\u00ea \u00e9 forte o suficiente, voc\u00ea vai quebrar a parede\u201d. Estas palavras geraram ataques xenof\u00f3bicos sobre ela nas redes sociais, de pessoas que n\u00e3o aceitavam uma mulher estrangeira, que mora na R\u00fassia e mu\u00e7ulmana de falar para o mundo da for\u00e7a feminina. Sua m\u00fasica e presen\u00e7a provocaram inc\u00f4modo.<\/p>\n<p>mu\u00e7ulmana de falar para o mundo da for\u00e7a feminina. Sua m\u00fasica e presen\u00e7a provocaram inc\u00f4modo.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a m\u00fasica <em><strong>Russa Woman<\/strong><\/em>, a can\u00e7\u00e3o vencedora da R\u00fassia para competir com os demais pa\u00edses europeus de melhor m\u00fasica no Eurovision , com 39,7% dos votos do p\u00fablico, em Moscou em 8 de mar\u00e7o de 2021. Ent\u00e3o a cantora conseguiu questionar um ideal de Estado russo conservador e machista para dizer ao mundo o quanto as mulheres s\u00e3o fortes, independentes e trabalhadoras no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar de Manisha caracterizar a mulher russa, na verdade, amplia o seu sentido ao retratar frases que o sexo feminino ouve em todas as idades. Ela traduz o sentimento de medo e ang\u00fastia que mulheres do mundo inteiro sentem e gera um senso de coletividade para quem precisava ao redor do globo saber que n\u00e3o est\u00e1 sozinha.<\/p>\n<p>Na letra, Manizha encoraja a menina a n\u00e3o ter medo, perante um cen\u00e1rio de frases machistas, como \u201cvoc\u00ea est\u00e1 esperando por seu cavaleiro de armadura brilhante? Pobrezinho\u201d, \u201cvoc\u00ea j\u00e1 tem mais de 30 anos, al\u00f4, cad\u00ea seus filhos?\u201d e \u201cem suma, voc\u00ea \u00e9 linda, mas seria bom perder peso\u201d. Esses conselhos foram ouvidos pela cantora na inf\u00e2ncia e outras mulheres do mundo todo j\u00e1 escutaram.<\/p>\n<p>\u201cSempre ouvimos conselhos da nossa inf\u00e2ncia como \u2018voc\u00ea precisa ser assim, voc\u00ea precisa ser assim. Sua saia deve ser mais longa ou mais curta. \u2018 Esses estere\u00f3tipos tornam nossas vidas t\u00e3o ruins e estou cansada disso\u201d, disse Manizha em entrevista \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>As amea\u00e7as nas redes sociais envolveram desejar que o seu avi\u00e3o ca\u00edsse e a sua presen\u00e7a fora da R\u00fassia, mas o que mais a magoou foram os ataques \u00e0 sua etnia. \u201cPodem n\u00e3o gostar da minha voz nem da minha can\u00e7\u00e3o, mas o que me custa mais \u00e9 quando percebo que n\u00e3o gostam de mim porque eu nasci no Tajiquist\u00e3o\u201d, disse a cantora na mesma entrevista \u00e0 BBC.<\/p>\n<h3>Mas quem \u00e9 Manizha?<\/h3>\n<p>Manizha transcende diversas culturas, representando as suas origens do Tajiquist\u00e3o, a russa, a mu\u00e7ulmana, a feminina e a migrante. Ela nasceu em 1991 no Tajiquist\u00e3o, uma ex-rep\u00fablica sovi\u00e9tica de maioria mu\u00e7ulmana, mas mudou-se para a R\u00fassia quando a sua casa pegou fogo, durante a Guerra Civil do seu pa\u00eds e mudou-se com a fam\u00edlia para Moscou, na R\u00fassia. No novo lar, come\u00e7ou a estudar piano na escola de m\u00fasica, a qual deixou para treinar vocais em aulas particulares. Al\u00e9m de formar-se em psicologia na Universidade Estatal Russa de Humanidades.<\/p>\n<p>Ao passar dos anos, os seus pais divorciados n\u00e3o incentivaram a escolha profissional dela devido n\u00e3o ser adequada para uma mulher mu\u00e7ulmana. O apoio veio da av\u00f3, que a encorajou a seguir a carreira da m\u00fasica, para homenage\u00e1-la Manisha alterou o seu sobrenome de Khamrayeva para Sangin. Outra mulher de refer\u00eancia para ela foi sua bisav\u00f3, a qual foi uma das primeiras mulheres no seu pa\u00eds natal a remover o v\u00e9u e iniciar sua carreira, por consequ\u00eancia, teve os filhos tirados de seus cuidados.<\/p>\n<p>Ela canta m\u00fasicas em ingl\u00eas e russo, mas coloca nas suas letras algumas palavras e termos do Tajiquist\u00e3o. Al\u00e9m das palavras, as suas roupas representam as suas origens feitas pela sua m\u00e3e, a qual \u00e9 design de moda.<\/p>\n<h3>Participa\u00e7\u00e3o da cantora nas redes sociais<\/h3>\n<p>Em 2017, Manizha iniciou campanha contra padr\u00f5es de beleza t\u00f3xicos com uma s\u00e9rie de postagens no Instagram com a hashtag <strong>#TheTraumaOfBeauty<\/strong>. Na rede social, compartilhou uma hist\u00f3ria pessoal sobre a sua luta com a imagem corporal. \u201cEu sou eu e gosto dos meus rolos, da minha pele, da minha celulite. Ind\u00fastria da beleza, voc\u00ea perdeu um cliente\u201d, relatou ela. Tamb\u00e9m relatou a sua viv\u00eancia:<\/p>\n<p>\u201cMeu corpo \u00e9 minha casa, e por 26 anos eu odiei cada curva desta casa. At\u00e9 agora, o \u00f3dio pelo meu pr\u00f3prio corpo me ajudou em apenas uma coisa: construir uma identidade online, o online-Manizha ideal que est\u00e1 sempre sorrindo em fotos tiradas do \u00e2ngulo certo, envolto em roupas largas. Mas toda vez que eu acordo como uma Manizha off-line, que se odeia enquanto corre, e depois de apenas dois minutos de exerc\u00edcios, quero cair morta. O \u00f3dio nunca ajuda. Estou farto dessa Manizha e n\u00e3o quero mais ser ela. Eu quero ser eu mesmo. N\u00e3o tenho medo de falar sobre meus medos, meu tom de pele irregular, meus bra\u00e7os gordos e barriga macia e quadris redondos que s\u00e3o um pesadelo para caber em um par de jeans.\u201d<\/p>\n<p>Na sua luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica, em 2019, a cantora lan\u00e7ou um aplicativo de celular gratuito chamado \u201cSilsila\u201d. As v\u00edtimas podem ligar rapidamente para obter ajuda em caso de emerg\u00eancia clicando no bot\u00e3o de p\u00e2nico, a qual oferece uma lista de centros de crise mais pr\u00f3ximos e abrigos para se esconder. Para ajudar a pagar a cria\u00e7\u00e3o do sistema, a m\u00e3e de Manizha vendeu o seu apartamento.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u201cAcima de tudo, quero que toda essa arte, todas essas m\u00fasicas, todas as minhas palavras levem a uma lei que proteja mulheres e crian\u00e7as da viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d, disse ela ao The Guardian.<\/p>\n<p>Para contribuir na campanha, a cantora lan\u00e7ou um clipe da m\u00fasica \u201cMama\u201d (em russo e ingl\u00eas), sobre uma fam\u00edlia com um pai abusivo, mostrando o problema da viol\u00eancia dom\u00e9stica e estat\u00edsticas do problema feitos pela sua pr\u00f3pria equipe. A agressividade dentro de casa trata-se de um assunto que a R\u00fassia se abst\u00e9m de combater.<\/p>\n<p>Manizha tamb\u00e9m apoia ativamente a comunidade LGBT+. No mesmo ano, a cantora participou de um v\u00eddeo na revista online queer russa \u201cOtkritiye\u201d (\u201cOpen\u201d) durante o M\u00eas do Orgulho. Al\u00e9m de participar do Orgulho Digital de Otkritiye, com a m\u00fasica \u201cBelieve\u201d de Cher e no Queerfest em S\u00e3o Petersburgo.Por tudo o que a artista e ativista representa, tornou-se a primeira embaixadora da Boa Vontade da ONU para refugiados, nomeada para a R\u00fassia, em 2020. \u201cPrometo apoiar aqueles que s\u00e3o for\u00e7ados a fugir de suas casas por causa do conflito e da persegui\u00e7\u00e3o, usar minha voz para ajudar os necessitados e esclarecer a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados e ap\u00e1tridas\u201d , disse ela em comunicado.<\/p>\n<p>_______________________________________________<\/p>\n<p><em>Por Carina Gon\u00e7alves \u2013 Fala! Mack<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script>\n!function(f,b,e,v,n,t,s)\n{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?\nn.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};\nif(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0';\nn.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;\nt.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];\ns.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script',\n'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\nfbq('init', '359356095423427');\nfbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/falauniversidades.com.br\/manizha-feminismo-presente-na-voz-de-cantora-do-tajiquistao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cantora Manizha, do Tajiquist\u00e3o, usa a sua influ\u00eancia na m\u00fasica para combater a viol\u00eancia dom\u00e9stica e apoiar a causa LGBT+. Ela vive na R\u00fassia, onde a homossexualidade \u00e9 fortemente reprimida pelo conservadorismo do pa\u00eds. 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