Bolsonaro diz que pode atender Receita, mas que não tem nada definido sobre reajuste


Presidente afirma que demanda depende do aval do Ministério da Economia; chefe do Executivo irá se reunir com Paulo Guedes para tratar de solicitação de auditores

ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSobre a desoneração da folha de pagamentos, o presidente garantiu que vai sancionar a medida

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que pode atender ao pleito dos servidores da Receita Federal, mas que isso depende do aval do Ministério da Economia. Em conversa com os jornalistas, Bolsonaro disse que vai se reunir com Paulo Guedes para tratar do tratado de produtividade solicitado por auditores da Receita Federal. “Nós temos um teto rígido, infelizmente. Eu gostaria de conceder reajuste do servidor. Agora, continuo conversando com a equipe econômica para ver o que a gente pode fazer. Os servidores tiveram uma reforma previdenciária, uma inflação de 10% esse ano, está bastante difícil a situação deles. Não existe privilégio para nenhuma classe, servidor. No Orçamento, foi reservado R$ 2 bilhões para atender uma outra categoria que, por ventura, estava mais prejudicada. Agora o que eu vi é que preferem não ter para ninguém do que ter para alguns poucos. Vamos ver como é que fica. Nada está definido nessa questão”, afirmou

O presidente ressaltou que os recursos reservados ao reajuste dos servidores no Orçamento de 2022 ainda não estão vinculados a nenhuma categoria. “Eles queriam uma questão de regulamentação de uma produtividade. Custava nada. Custava R$ 200 e pouco milhões. A Economia que decidiu não ceder. Da minha parte, eu teria cedido, porque não é restruturação, é cumprimento do dispositivo legal”, justificou o chefe do Executivo. Desde o começo da semana, auditores e analistas da Receita Federal estão entregando espontaneamente cargos de chefia como forma de protesto pelo Orçamento que foi aprovado no Congresso Nacional e que prevê somente reajustes para os policiais federais. Os analistas vão paralisar as atividades na próxima segunda-feira, 27, e o retorno só vai ocorrer depois que o governo editar uma medida para garantir um bônus de eficiência que já vinha sendo negociado há anos.

Sobre a desoneração da folha de pagamentos, o presidente garantiu que vai sancionar a medida. “Eu vou sancionar. Porque, por exemplo, a desoneração: eu tive reunião com dois setores e foi acertado que seria um ano. Resolvemos. Aí eu falei: ‘Vamos colocar por dois’, porque eu acho injusta deixar para o futuro presidente já começar renegociando, seja quem for”, completou. Bolsonaro também sinalizou a intenção de vetar a liberação dos jogos de azar no Brasil caso tema seja aprovado pelo Congresso. “Eu pretendo vetar a questão dos jogos no Brasil. Achamos que não estamos maduros ainda para avançar nessa questão”, argumentou. O tema divide opiniões na Câmara. De um lado, estão os deputados que querem urgência para votar o projeto de lei que legaliza o bingo, jogo do bicho, casino e apostas esportivas. Do outro, está a bancada evangélica, que afirma que o presidente da Câmara, Arthur Lira, não tem votos para legalizar a prática.

*Com informações da repórter Iasmin Costa 





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