Bombeiros de São Paulo voltam da Bahia e contam como foi o trabalho de auxílio nas enchentes


Agentes atuaram em duas frentes, uma mais indireta, de transporte de equipes, e outra mais direta, com ação humanitária, socorro de vítimas isoladas e entrega de alimentos e remédios

Reprodução/Jornal da Manhã/Jovem Pan NewsNo retorno, agentes registraram uma fotografia com as bandeiras do Brasil e do Estado

Parte da força-tarefa enviada pelo governo de São Paulo para ajudar nos trabalhos na Bahia desembarcou de volta no último domingo. O primeiro avião pousou no hangar da Polícia Militar (PM) no aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, por volta de 16 horas do domingo. Aos poucos, os bombeiros e os pilotos do comando de aviação da PM foram desembarcando da aeronave. A equipe parou para registrar uma fotografia com as bandeiras do Brasil e do Estado e logo foi a vez do encontro com as famílias. Os pequenos João Pedro, de 9 anos, e Joaquim, de 7, estavam ansiosos esperando o pai: o capitão João Rafael Mininel, já que passaram o fim de ano longe. “Lógico, né, a gente quer estar com eles. Principalmente nessas datas especiais. Mas, por outro lado, é muito gratificante saber que a gente está ajudando as pessoas nessa situação difícil e também de saber que a gente pode contar com eles aqui, mesmo estando longe”, disse o capitão.

No total, foram 43 profissionais enviados pelo governo de São Paulo, entre bombeiros e também integrantes do Comando de Aviação da Policia Militar. A equipe participou de 25 missões no sul da Bahia. Foram 2 helicópteros e 2 aviões de São Paulo. Segundo o tenente coronel Milton Gherardi, do comando de aviação, os pilotos realizaram mais de 110 horas de voo entre a ida até a Bahia e os deslocamentos para as operações no local. “São duas frentes que o comando de aviação atuou. Uma frente um pouco mais indireta, que é o transporte da frota até o local, da tropa Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, com as equipes especializadas, com os equipamentos, para poderem atuar in loco. E um outro segmento numa ação mais direta, com os nossos helicópteros, na medida que necessitassem lá de salvamento, de retirada de pessoas de áreas isoladas, e num segundo momento, para o transporte de alimentos, remédios, até médicos, enfermeiros, que tinham que chegar em determinados locais. As aeronaves acabam sendo um fator muito importante nesse auxílio, para chegar rápido e ter acesso a esses pontos, que por terra seriam muito difíceis”, relatou o tenente coronel.

Em sete dias de trabalho, as operações se dividiram em atividades diferentes. Em um primeiro momento, se voltaram para salvamentos e resgastes e depois para o transporte de mantimentos para as vítimas, como nos conta o capitão João Rafael Mininel: “Atendimento pré-hospitalar e remoção de vitimas. Vistoria em locais afetados. Em 11 localidades na região de Ilhéus. No transcorrer dos dias, o foco foi direcionando um pouquinho mais para a parte de assistência humanitária. Muitas comunidades estavam de pé, depois da água ter baixado bastante, a chuva ter diminuído, elas estavam isoladas ainda, não havia acesso para, enfim, alimento, água, essas coisas, do meio da semana para o fim da semana foi mais nesse sentido”. O restante da equipe que integrou a missão deve retornar nesta segunda-feira, 3.

*Com informações da repórter Carolina Abelin





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