Desmond Tutu, símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, morre aos 90 anos


Arcebispo tinha problemas de saúde em decorrência de um câncer de próstata diagnosticado no fim da década de 90, mas o governo sul-africano não deu detalhes sobre a causa da morte

EFE/EPA/NIC BOTHMADesmond Tutu morreu aos 90 anos

O arcebispo Desmond Tutu, vencedor do Nobel da Paz e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, morreu neste domingo, 26, aos 90 anos. De acordo com pessoas da família do arcebispo entrevistadas pela AFP, ele morreu ‘tranquilamente’ às 7 horas (horário local). Ele tinha problemas de saúde em decorrência de um câncer de próstata diagnosticado no fim da década de 90, mas o governo sul-africano não deu detalhes sobre a causa da morte. O atual presidente do país, Cyril Ramaphosa, publicou uma longa nota em homenagem a Tutu. “O falecimento do arcebispo emérito Desmond Tutu é outro capítulo de luto na despedida de nossa nação a uma geração de destacados sul-africanos que nos legou uma África do Sul libertada. Desmond Tutu era um patriota sem igual, um líder de princípios e pragmatismo que deu sentido à compreensão bíblica de que a fé sem obras está morta. Um homem de intelecto extraordinário, integridade e invencibilidade contra as forças do apartheid, ele também era terno e vulnerável em sua compaixão por aqueles que sofreram opressão, injustiça e violência sob o apartheid e pessoas oprimidas e oprimidas em todo o mundo”, diz o comunicado.

“Em sua vida ricamente inspiradora, mas desafiadora, Desmond Tutu superou a tuberculose, a brutalidade das forças de segurança do apartheid e a intransigência de sucessivos regimes de apartheid. Nem Casspirs, gás lacrimogêneo ou agentes de segurança puderam intimidá-lo ou impedi-lo de sua crença inabalável em nossa libertação”, continua a nota do governo da África do Sul. Desmond Tutu venceu o prêmio Nobel da Paz em 1984 por sua atuação pacífica contra o apartheid. Uma década depois, o arcebispo vivenciou o fim do regime separatista e presidiu a Comissão da Verdade e da Reconciliação (CVR), criada com o intuito de investigar os atos cometidos durante o apartheid. Como líder religioso, comandou passeatas não-violentas contra a segregação e pedindo sanções contra o regime supremacista branco. Ao contrário de outros ativistas da época, sua postura o salvou da prisão e sua luta pacífica foi reconhecida com o prêmio Nobel. “Oramos para que a alma do arcebispo Tutu descanse em paz, mas que seu espírito permaneça como sentinela sobre o futuro de nossa nação”, finaliza o comunicado oficial sul-africano emitido pelo ministro na presidência Mondli Gungubele.





Source link

Related Articles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Stay Connected

22,952FãsCurtir
3,131SeguidoresSeguir
19,100InscritosInscrever
- Advertisement -spot_img

Latest Articles