Dólar fica abaixo de R$ 5,20 com prévia do PIB e inflação dos EUA no radar; Bolsa sobe


Impulsionada por resultados corporativos, principal índice da B3 alcança o melhor patamar em três meses

ITACI BATISTA/ESTADÃO CONTEÚDODólar recua com pressão da inflação nos mercados

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta sexta-feira, 11, com investidores analisando a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e os impactos da inflação acima do esperado nos Estados Unidos na subida dos juros. Por volta das 12h15, o dólar operava com queda de 0,9%, a R$ 5,194. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,243, enquanto a mínima não passou de R$ 5,183. A divisa norte-americana fechou a sessão da véspera com alta de 0,3%, a R$ 5,241. Se descolando do clima misto nos mercados internacionais e impulsionada pelos resultados corporativos, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, registrava alta de 1%, aos 114.540 pontos, o melhor patamar desde outubro. O pregão fechou a quinta-feira, 10, com alta de 0,8%, aos 113.367 pontos.

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, indicou que a economia brasileira teve um crescimento de 4,5% em 2021, em linha com o esperado pelo mercado financeiro e pelo governo federal. O valor oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados referentes ao ano passado serão publicados no dia 4 de março. Caso o número se confirme, a economia brasileira terá superado o rombo de 3,9% registrado em 2020 — segundo dados revisados pelo IBGE —, em virtude da pandemia global do coronavírus. Os dados da autoridade monetária nacional apontaram avanço de 0,33% do IBC-Br de dezembro, com ajuste sazonal. Na comparação com dezembro de 2020, a alta foi de 1,3%. No último trimestre do ano, a atividade econômica cresceu 0,01%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 0,26%.

Na cena internacional, os mercados seguem repercutindo o avanço acima do esperado do preço aos consumidores dos EUA em janeiro. Dados divulgados nesta quinta-feira mostraram que a variação foi de 7,5% na comparação com o mesmo mês de 2020, o maior patamar em 40 anos. O registro tende a pressionar o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, a elevar os juros nas próximas reuniões. O Fed divulgou no fim do ano passado que vai reduzir a compra de títulos públicos. Em janeiro, a entidade também apontou a elevação dos juros, atualmente entre 0% e 0,25%, em ao menos cinco reuniões durante 2022. A mudança na política monetária impacta nas Bolsas globais pela migração de dólares para o Tesouro dos EUA, considerado um dos investimentos mais sólidos do mundo.

 





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