Estados Unidos transferem embaixada na Ucrânia por ‘segurança’


Operações serão realizadas em Lviv, no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia; autoridades do governo justificam a mudança pela segurança dos funcionários

EFE/EPA/JAMES ROSS AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUTAntony Blinken disse que ordenou a mudança para garantir ‘a segurança dos funcionários’

Os Estados Unidos iniciaram o processo de “realocação temporária” de sua embaixada na Ucrânia, que suspenderá as operações na capital, Kiev, e passará a funcionar em Lviv, oeste do país, perto da fronteira com a Polônia. Em comunicado, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que ordenou a mudança para garantir “a segurança dos funcionários”. “Estamos no processo de transferir temporariamente nossas operações da embaixada de Kiev para Lviv, devido à drástica aceleração no aumento das tropas russas [na fronteira com a Ucrânia]”, afirmou. Blinken reiterou sua declaração de que a transferência é uma “medida de precaução” que de nenhuma forma prejudica o compromisso do país com os ucranianos. “Recolocaremos nosso pessoal na embaixada assim que as condições permitirem.”

A decisão de mudar temporariamente a embaixada aconteceu dois dias depois dos Estados Unidos ordenarem a saída de funcionários não essenciais e a suspender os serviços consulares na legação. Segundo “The Wall Street Journal”, o Departamento de Estado ordenou a destruição de computadores e outros equipamentos de rede na embaixada, assim como o desmantelamento do sistema telefônico da missão. Materiais confidenciais armazenados chegaram ao aeroporto de Dulles, nos arredores de Washington, no domingo, 13, junto com 56 funcionários da embaixada. As tensões entre Ucrânia e Rússia crescem desde novembro, depois que Moscou posicionou mais de 100 mil militares na fronteira entre os países, elevando o alerta sobre uma invasão.

No geral, os Estados Unidos insistem que um ataque russo à Ucrânia pode ser “iminente”, enquanto a Rússia nega planejar uma invasão e afirma ter o direito soberano de estacionar tropas em seu território. Nesse cenário, Antony Blinken reforçou que a recomendação é que os cidadãos norte-americanos ainda na Ucrânia deveriam “deixar o país imediatamente”. “O caminho da diplomacia permanece disponível se a Rússia decidir tomá-lo de boa fé”, disse Blinken.

*Com EFE





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