Fiocruz afirma que relaxamento na obrigatoriedade do uso de máscaras ainda é precoce


Boletim epidemiológico aponta queda de mortes, novos casos e ocupação de leitos, mas pesquisadores pedem precaução devido à desigualdade na vacinação

JOAO GABRIEL ALVES/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOSão Paulo retirou a obrigação do uso de máscaras em ambientes abertos; Rio de Janeiro e Distrito Federal, também em ambientes fechados

Em boletim epidemiológico sobre o estado da Covid-19 no Brasil divulgado nesta sexta, 11, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram que o relaxamento nas medidas de combate à pandemia, em especial as que obrigavam o uso de máscaras, ainda são precoces. O relatório é referente ao período entre os dias 20 de fevereiro e 5 de março, antes das regras serem flexibilizadas; portanto, não há como avaliar o impacto delas até o momento. “O enfrentamento da pandemia envolve uma combinação de medidas e conclama o princípio da precaução. Ao mesmo tempo em que é importante ressaltar os indicadores positivos relacionados aos casos, internações e óbitos, consideramos prudente a manutenção das medidas de distanciamento social e uso de máscaras nos ambientes fechados onde não há controle do total de vacinados ou em situações que envolvem grande concentração de pessoas”, diz o boletim da Fiocruz. A indicação é de que as medidas devem ser mantidas até que se reduzam as desigualdades na vacinação em regiões com o mesmo conjunto de municípios.

O relatório aponta que houve queda de 48% no número de novos casos em relação às duas semanas anteriores e de 38% no número de mortes; em relação à ocupação de leitos, todos os Estados estão em nível de alerta baixo, exceto Santa Catarina, que tem 79% de ocupação (a unidade federativa do sul teve um aumento de 19% no período de duas semanas). Os pesquisadores ressaltam que ainda não foi possível quantificar o efeito das festas e viagens realizadas durante o feriado de Carnaval no espalhamento da Covid-19. Os autores também defenderam que se debata a aplicação de uma quarta dose de vacina em idosos: a faixa etária acima de 78 anos concentra metade das mortes que ocorrem no país e a primeira dose de reforço foi aplicada há quase seis meses neste grupo.





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