No primeiro ano com a nova regra da CBF, Brasileirão tem a menor troca de técnicos em nove anos


Antes do início do campeonato, entidade anunciou medidas para frear dança das cadeiras; Atlético-MG, RB Bragantino, Corinthians, Fortaleza e Palmeiras concluíram a Série A sem demissões

Foto: ALVARO BUENO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Apesar do vice-campeonato com o Flamengo, Renato Gaúcho foi um dos treinadores demitidos no ano de 2021

A nova regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a troca de técnicos no Campeonato Brasileiro funcionou. Para inibir tantas trocas nos comandos dos clubes, a confederação definiu, antes do início do torneio deste ano, que cada time poderia ter no máximo dois treinadores ao longo das 38 rodadas. Além disso, um técnico agora pode dirigir até duas equipes na mesma competição. A exceção à regra é quando o clube e seu contratado entram em comum acordo para rescindir o contrato. Essa brecha virou um “jeitinho brasileiro” para alguns dirigentes, com a concordância dos treinadores, burlarem o regulamento. O saldo, no entanto, é positivo.

Durante todo o campeonato 2021, foram 21 trocas de técnico na Série A, o segundo menor número desde 2003. O recorde dos pontos corridos é de 2012, com apenas 20 trocas de treinadores. Em 2020, esse número foi de 28 só na Série A. Os times que mais trocaram neste ano foram Flamengo, América-MG, Atlético-GO, Bahia, Chapecoense e Grêmio — estes últimos três terminaram o Brasileiro na zona de rebaixamento. Durante seu calvário, o Tricolor gaúcho teve Tiago Nunes — que terminou o ano empregado no Ceará—, Luiz Felipe Scolari e Vagner Mancini. Apenas cinco equipes terminaram o campeonato com o mesmo técnico com que começaram: Atlético-MG (Cuca), RB Bragantino (Maurício Barbieri), Corinthians (Sylvinho), Fortaleza (Juan Pablo Vojvoda) e Palmeiras (Abel Ferreira).

Na Série B o efeito foi o mesmo. Foram contabilizadas 23 trocas de técnicos, o menor índice desde 2016. Em 2020 foram 30 trocas ao todo. O time que mais mudou de comando foi o Vasco, com três trocas, seguido de Cruzeiro, Vila Nova, Vitória, Remo, Goiás, Brasil de Pelotas e Náutico, com duas cada um. Campeão, o Botafogo substituiu seu técnico uma vez durante o campeonato: após a saída de Marcelo Chamusca após a décima rodada, Enderson Moreira assumiu o time da Estrela Solitária e comandou uma arrancada que culminou com o título.

Para 2022, alguns dos principais clubes do país terão novidades. O Internacional já anunciou a saída de Diego Aguirre do comando do time após uma temporada decepcionante. o Fluminense contratou Abel Braga, campeão do Brasileirão de 2010 nas Laranjeiras, para a próxima temporada. Já o Flamengo, depois de tentar trazer Jorge Jesus de volta, finalmente encontrou um substituto para Renato Gaúcho. O ex-atacante foi recebido com empolgação na Gávea e até conquistou brevemente a torcida após algumas goleadas, mas o time caiu de produção rapidamente, não fez nem sombra para o Atlético-MG (apesar do vice-campeonato) e ainda perdeu a Libertadores para o Palmeiras. Dirigentes flamenguistas foram a Portugal, mas ouviram do Mister que ele não deixaria o Benfica. Dias depois, com Paulo Sousa já contratado pelo Mengão, o clube encarnado demitiu Jesus. Agora, o técnico português negocia com o Atlético-MG, que ficou sem treinador após surpreendente pedido de Cuca para sair por “motivos familiares”.





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