Prévia do PIB cai 0,4% em outubro e reforça desaceleração da economia brasileira


Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registra novo resultado negativo em meio ao aumento da inflação e escalada dos juros

Adriano Makoto Suzuki/FlickrPrévia do PIB registra o terceiro recuo seguido e atinge o pior patamar na pontuação desde setembro de 2020

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou recuo de 0,4% em outubro na comparação com setembro, segundo dados divulgados pela autoridade monetária nesta quarta-feira, 15. O resultado indica que o país entrou no quarto trimestre em queda em meio ao aumento da inflação e escalada dos juros. Na comparação com outubro de 2020, o IBC-Br registrou queda de 1,48%. O índice acumula alta de 4,99% no ano, e de 4,19% em 12 meses. O resultado deixa o indicador no patamar de 136,87 pontos, reforçando a queda iniciada em julho e atingindo o nível mais baixo desde setembro do ano passado, quando foi a 135,95 pontos. O IBC-Br é visto pelos analistas como um antecedente do PIB, mesmo que a metodologia usada pelo Banco Central (BC) seja diferente da empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação da atividade econômica nacional a cada três meses. Enquanto a análise do BC considera variáveis dos setores de serviço, indústria e agronegócio, o resultado do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Os resultados negativos dos últimos meses ocorrem em meio à diminuição do poder de compra dos brasileiros em reflexo ao aumento da inflação e aceleração na trajetória dos juros como resposta do Banco Central. Em outubro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 1,25% e acumulou ganho de 10,67% em 12 meses,  chegando a 10,71% no período encerrado em novembro. Para conter o avanço inflacionário e tentar trazer o índice para a meta em 2022 e 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 9,25% ao ano no encontro da semana passada, o último de 2021, e já contratou novo acréscimo de 1,5 ponto percentual na reunião que será realizada entre os dias 1º e 2 de fevereiro. Caso se confirme, será a terceira dose seguida com a mesma magnitude.

O desempenho do IBC-Br vem em linha com as quedas nas atividades do varejo, indústria e serviços observadas pelas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos últimos meses. A desaceleração da economia doméstica também ficou evidente com a retração de 0,1% do PIB no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores, o segundo resultado negativo consecutivo após queda de 0,4% entre abril e junho. O mercado financeiro tem revisado semanalmente a expectativa para a recuperação econômica para este ano e em 2022. Segundo previsões do Boletim Focus divulgadas nesta segunda-feira, 13, o PIB brasileiro deve cresce 4,65% neste ano, contra a projeção de 4,71% na semana passada. Já para 2022, a estimativa para a economia foi reduzida para alta de 0,50%, levemente abaixo da previsão de 0,51% da edição anterior. Os constantes cortes nas estimativas para a retomada são contestadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Pelos dados do governo federal, o país deve registrar crescimento de 5,1% neste ano, enquanto para o ano que vem o ritmo deve ser desacelerado para avanço de 2,1%.

 





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